quarta-feira, 23 de setembro de 2026

(4) Lula na ONU e as músicas "Comportamento Geral" e "É" de Gonzaguinha como duas das 13 para pensar o Brasil que merecemos depois do dia 04 de outubro

 O discurso de Lula na ONU é um dos acontecimentos mais importantes da disputa politica mundial dos últimos anos pela via diplomática.


O Brasil não cabe no quintal de ninguém: mensagem de Lula na ONU rende homenagem a livro de Paulo Nogueira Batista Jr.

Frase usada pelo presidente na Assembleia Geral sintetiza tese defendida há anos pelo economista, ex-diretor do FMI e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS,  Leia AQUI 

Íntegra do discurso do presidente Lula do Brasil na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU


É (Gonzaguinha) - Bruna Caram e Preta Ferreira


É

A gente quer valer o nosso amor

A gente quer valer nosso suor

A gente quer valer o nosso humor

A gente quer do bom e do melhor

A gente quer carinho e atenção

A gente quer calor no coração

A gente quer suar, mas de prazer

A gente quer é ter muita saúde

A gente quer viver a liberdade

A gente quer viver felicidade

É

A gente não tem cara de panaca

A gente não tem jeito de babaca

A gente não está

Com a bunda exposta na janela

Pra passar a mão nela

É

A gente quer viver pleno direito

A gente quer viver todo respeito

A gente quer viver uma nação

A gente quer é ser um cidadão

A gente quer viver uma nação

É é é é é é é é

É

A gente quer valer o nosso amor

A gente quer valer nosso suor

A gente quer valer o nosso humor

A gente quer do bom e do melhor

A gente quer carinho e atenção

A gente quer calor no coração

A gente quer suar, mas de prazer

A gente quer é ter muita saúde

A gente quer viver a liberdade

A gente quer viver felicidade

É

A gente não tem cara de panaca

A gente não tem jeito de babaca

A gente não está

Com a bunda exposta na janela

Pra passar a mão nela

É

A gente quer viver pleno direito

A gente quer viver todo respeito

A gente quer viver uma nação

A gente quer é ser um cidadão

A gente quer viver uma nação

A gente quer é ser um cidadão

A gente quer viver uma nação

A gente quer é ser um cidadão

A gente quer viver uma nação

Elza Soares - Comportamento Geral (Audio)


Você deve notar que não tem mais tutuE dizer que não está preocupadoVocê deve lutar pela xepa da feiraE dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegriaE dizer: tudo tem melhoradoVocê deve rezar pelo bem do patrãoE esquecer que está desempregado
Você merece, você mereceTudo vai bem, tudo legalCerveja, samba, e amanhã, Seu ZéSe acabarem teu carnaval?
Você merece, você mereceTudo vai bem, tudo legalCerveja, samba, e amanhã, Seu ZéSe acabarem teu carnaval?
Você deve aprender a baixar a cabeçaE dizer sempre muito obrigadoSão palavras que ainda te deixam dizerPor ser homem bem disciplinado
Deve, pois, só fazer pelo bem da naçãoTudo aquilo que for ordenadoPra ganhar um Fuscão no juízo finalE diploma de bem comportado
Você merece, você mereceTudo vai bem, tudo legalCerveja, samba, e amanhã, Seu ZéSe acabarem teu carnaval?
Mas você merece, você mereceTudo vai bem, tudo legalCerveja, samba, e amanhã, Seu ZéSe acabarem com teu carnaval?
Você...
Você merece, você mereceTudo vai bem, tudo legalE um Fuscão no juízo finalVocê merece
E diploma de bem comportadoVocê merece, você mereceEsqueça que está desempregadoVocê merece, você...
Tudo vai bem, tudo legalQue maravilha...

Faltam 13 dias para as eleições e quais os 13 motivos da história da Ação Cultural indicam o melhor caminho para decidir em 04 de Outubro de 2026.

4. Porque a retomada chegou ao território

A retomada não ficou apenas nos discursos e nas leis. Em 2026, o Ponto de Cultura Ação Cultural desenvolveu atividades concretas, entre elas oficinas de audiovisual, teatro popular, cineclube e formação. É no território que uma política cultural deixa de ser apenas uma decisão administrativa e passa a produzir experiências.

Leia mais AQUI 

Quem é Mamdani, o prefeito de Nova York que chamou Lula de inspiração?


LULA NA ONU E A MANIPULAÇÃO DO JORNAL NACIONAL

Ângela Carrato

Qualquer estudante de primeiro período de Jornalismo sabe que a principal chamada do Jornal Nacional, na edição desta terça-feira (22/9), deveria ter sido para o discurso do presidente Lula, na abertura dos trabalhos da ONU.

Nos meios políticos, nacional e internacional, a fala de Lula estava sendo muito aguardada, porque representava um momento de confronto da posição multilateralista e em defesa da soberania nacional com o autoritarismo e o imperialismo expressos por Donald Trump. 

Apesar de ter feito um discurso exemplar, abordando a falência do atual modelo da ONU, em que algumas potências possuem o anacrônico poder de veto, de reafirmar a soberania nacional -"o Brasil não cabe no quintal de ninguém" - de criticar, sem citar nomes, os Estados Unidos pelas guerras em várias partes do mundo e pela ingerência na América Latina, os editores do JN, do alto de sua subserviência à família Marinho, decidiram que o assunto que deveria abrir a edição era a morte do cantor sertanejo Rick,  num acidente de helicóptero.

A morte de artista em acidente é sempre notícia, mas ela poderia ter sido dada no segundo, terceiro ou mesmo no último bloco do JN, como foi feito com a morte do  consagrado jornalista Zuenir Ventura.

Ao abrir a edição desta forma e, na sequência, dar destaque para a mirabolante defesa do ministro André Mendonça no sentido de que o STF não  acolha o pedido de investigação contra ele feito pelo também ministro Alexandre de Moraes, o JN deixou patente a sua posição: minimizar a importância de Lula,  como se seu discurso fosse algo de rotina, e  transformar o ministro "terrivelmente evangélico",  em  novo "salvador da pátria". 

O problema é  que Mendonça deve muito mais explicações envolvendo seu relacionamento com o  corrupto ex-banqueiro Daniel Vorcaro do que o próprio Moraes. 

Isso, claro, o JN simplesmente esconde dos telespectadores.

Essas foram algumas pirotecnias contra o discurso de Lula, mas estavam longe de dar conta de toda a manipulação colocada em prática nesta edição do JN.

Ao invés de mostrar a enorme repercussão e acolhida do discurso de Lula junto aos presidentes e líderes políticos presentes na sessão, como indicam os aplausos que recebeu,  o JN  diluiu o fato numa chamada insossa e burocrática do tipo: o primeiro dia na agenda de reunião da ONU. 

E a manipulação não parou ai. 

Ao invés de mostrar o discurso de Lula na ordem em que aconteceu, após apenas o do secretário geral da entidade, Antônio Guterres, que se despediu do cargo, o JN se deu o direito de divulgar o discurso de Trump, que foi após o de Lula, antes do de Lula.

Para quem não acompanha política internacional, a inversão pode  ter passado despercebida, mas foi gravíssima.

Ficou parecendo que Trump pautou o discurso de Lula, quando foi exatamente o contrário.

Lula, com elegância, deixou  nítida a prepotência e o imperialismo de Trump em relação ao Irã, a Venezuela e a Cuba e, sobretudo em relação ao próprio Brasil.

Criticou a tentativa de ingerência nas  eleições em outubro, reafirmou o compromisso democrático do seu governo e a excelência de nosso sistema eleitoral.

Ao discursar após Lula, Trump gastou 40 minutos - o dobro do tempo sugerido pelo evento - atacando meio mundo, dizendo que faz e acontece e insistindo em designar facções criminosas como o PCC e o CV como terroristas semelhantes à Al Quaeda.

Na maior cara de pau, César Tralli, Renata Vasconcellos e alguns  repórteres dedicaram minutos e mais minutos para explicar a nova relação de Trump com a Groenlandia, mas não falaram absolutamente nada sobre a pressão de Trump sobre as eleições brasileiras.

Pressão que a própria Agência Brasileira  de Inteligência (ABIN) vê risco de aumentar.

Não é nenhuma novidade o grupo Globo atuar contra a democracia e contra os interesses da maioria da população.  Antes isso demorava a vir à  tona, mas agora, com as redes sociais, é  algo imediato.

Se depender da família  Marinho e da maior parte da classe dominante brasileira, um preposto de Trump, como é  o caso do lesa pátria e corrupto, Flávio Bolsonaro, pode entregar o Brasil de porteira fechada para o Laranjão, desde que ela continue vivendo nababescamente.

Ainda bem que Lula resolveu se confrontar a esta turma, ao denunciar o fascismo que ronda a nossa democracia.

Ele é  o único dentre os candidatos à  presidência da República, que não quer privatizar, que é pela ampliação das políticas públicas e entende que riquezas,  como petróleo e terras raras, devem ser exploradas em benefício da maioria da população.

Como a família Marinho não quer nem ouvir falar nestes assuntos, não foi feita qualquer repercussão com políticos, empresários, líderes sindicais ou lideranças sociais. Repare que o JN acertadamente repercutiu as mortes de Rick e de Zuenir, mas impôs repercussão zero ao importantíssimo discurso de Lula.

Dito de outra forma, o JN está  fingindo  que cobre o governo Lula e a campanha eleitoral. Fingimento que se estende à tal "agenda dos candidatos". 

Neste espaço no JN, os candidatos de oposição falam qualquer coisa e não  há  contraditório.

Jornalismo não é isso. O fato de ser candidato não isenta a pessoa de ter compromisso com os fatos. 

Em nenhum telejornal minimamente sério, por exemplo, Flávio Bolsonaro diria que quer ampliar o ensino tecnológico, sem ser perguntado como fará isso cortando verbas públicas para a educação, como sua equipe de campanha já deixou claro.

O mesmo em relação à  proposta de Zema no sentido de pedagiar todas as rodovias brasileiras para melhorá-las. A péssima situação em que se encontram  as rodovias mineiras, depois de dois mandatos seus, indica o desacerto da proposta.

O papel da mídia é mostrar isso para o cidadão e não apenas dar espaço para candidatos falarem qualquer coisa e ficar por isso nesmo.

Na ânsia de tentar derrotar Lula, o JN está se enterrando e enterrando o tal " jornalismo profissional' que diz fazer.

Se Lula, com este  magnífico discurso na ONU, fez história, esta edição  do JN também vai entrar para a história.

Só que pela porta dos fundos, como material para aula sobre manipulação jornalística. 

Big techs estão ao lado do fascismo, aponta professora de jornalismo

Entrevista Completa: Lula na CNN, com Christiane Amanpour


Trump divulgou informações falsas ou imprecisas em discurso na Assembleia Geral da ONU
Rádio CBN



Preciso recomendar novamente: foi demais, viu? Foi incrível! Fiquei encantado de maneira geral com o filme, com informações que eu não conhecia do Gonzaguinha e também como  o filme  foi produzido, montado, roteirizado, enfim. A criatividade da diretora e equipe é da maior grandiosidade. Confesso que fiz muita propaganda antes mesmo de assistir e valeu a pena: não saiu nada menos do que eu esperava. É muito bom mesmo! Está em cartaz no Cinema do Centro (Aracaju) durante esta semana, porque o cinema estava lotado na sessão deste domingo. Fiquem atento, porque vale muito a pena. ZdO 




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