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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Oficinas culturais do ‘Sergipe Mais Justo’ movimentam a Grande Aracaju


Em 2012 o Governo do Estado, através de uma parceria entre as secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) lançou o Edital de Apoio a Oficinas Culturais, um projeto inovador e que consiste, basicamente, em fomentar a inclusão social através do incentivo à cultura na Grande Aracaju.
A ação faz parte do Plano ‘Sergipe Mais Justo’ e tem um investimento de R$ 450 mil, provenientes do Estado, onde cada uma das 30 oficinas contempladas via seleção pública recebeu um recurso de R$ 15 mil para executar o projeto. O público-alvo dessas oficinas deve ser formado por pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita familiar de até R$ 70.
Após o processo de seleção e validação dos contemplados, as oficinas estão acontecendo por diversos bairros de Aracaju, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro, mostrando que a cultura pode ser um verdadeiro instrumento de inclusão e valorização social.
“Estes projetos tem perspectivas diferentes, mas com um objetivo em comum que é disseminar práticas culturais em comunidades da Grande Aracaju. Por isso, acredito no sucesso desta ação, que já é perceptível nas oficinas que já estão em curso”, observa a secretária de Estado da Cultura, Eloisa Galdino.
Para Eliane Aquino, secretária de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social, o Edital Oficinas Culturais traz uma grande inovação por aliar a cultura como forma de inclusão social. “Temos a preocupação de agregar a inclusão social à cultura para este público que vive na extrema pobreza. Já temos ações em diversas áreas, e agora atuamos também levando o fazer cultural até essas pessoas”,  completa.
Nossa Senhora do Socorro
Com cronogramas diferentes, algumas oficinas ainda estão nos preparativos para o início, outras já estão acontecendo e uma já conseguiu encerrar com êxito seu ciclo de atividades, como ‘Pescando Memórias’. O projeto aconteceu no povoado São Braz, em Nossa Senhora do Socorro, onde jovens entre 16 e 25 anos aprenderam um pouco mais sobre a história da comunidade, trabalhando com técnicas das artes plásticas.
“A oficina foi muito satisfatória, pois tivemos um bom número de jovens e que se dedicaram ao trabalho que estavam fazendo. A aprendizagem, sem dúvidas, foi bem transmitida e aceita por todos, principalmente pelo resultado que obtivemos com a exposição e a receptividade das pessoas da comunidade que também gostaram muito do resultado”, destaca a responsável pelo projeto, Isabela Bispo.
São Cristóvão
Outra oficina beneficiada pelo Edital e que está a todo vapor é a ‘Mais Artesanato’, que acontece na Casa do IPHAN, em São Cristóvão. O projeto trabalha com a confecção de peças de artesanato e tem por objetivo difundir e valorizar o patrimônio cultural local, material e imaterial, gerando opção de trabalho e renda na comunidade.
“Todo o patrimônio cultural do município de São Cristóvão, incluindo igrejas e museus, será entalhado e pintado, tendo em vista o desenvolvimento da arte entre adolescentes e jovens, a possibilidade de complementação da renda familiar, a valorização e preservação do patrimônio cultural material e imaterial da localidade”, frisa Nivaldo Barbosa, educador desta oficina. 
Barra dos Coqueiros
Já na Barra dos Coqueiros, um projeto está se destacando por sua ação multidisciplinar. Denominado ‘Geladeira Cultural’, a ação do Centro Comunitário Sócio Cultual da Barra dos Coqueiros trabalha com a cultura incluindo o meio ambiente, o grafite e a literatura.
“Na nossa cidade víamos a população descartando muitas geladeiras em rios e canais, o que danifica o meio ambiente e deixa a cidade feia. Por isso, elaboramos esse projeto que tem por objetivo recolher essas geladeiras, fazer um trabalho de artes plásticas, através do grafite, com elas, e, posteriormente, recheá-las com livros que nos são doados, e distribuir nas escolas públicas do município”, explica a diretora do Centro, Lanya Ribeiro.
Aracaju
Aracaju também já tem oficinas acontecendo em alguns dos seus bairros. Uma delas é a ‘Gravura em Xilo Estampa’, ministrada pelo artista plástico Elias Santos, e que acontece desde o 4 de julho na Escola Estadual Petrônio Portela, no Augusto Franco. Lá, Elias ministra o curso para cerca de 50 alunos, que aprenderão como desenhar através da arte da xilogravura e a estampar camisas com esses desenhos a fim de obter renda. “A receptividade está muito boa e as aulas são uma verdadeira diversão para eles”, informa o artista.
Oficinas não param
Até o final do ano as 30 oficinas culturais serão realizadas e disseminarão a cultura por diversas partes da Grande Aracaju, fazendo com que as pessoas que vivem em situação de extrema pobreza possam adquirir conhecimentos artísticos que as ajudem na melhoria da renda.
Você pode conhecer um pouco mais dos projetos contemplados aqui.

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